Guia Completo para Cultivo de Cannabis

Guia Completo para Cultivo de Cannabis

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O cultivo de Cannabis pode ser categorizado de forma simples em dois métodos principais: indoor (interior) e outdoor (exterior). Cada método tem suas particularidades, vantagens e desvantagens, dependendo do objetivo do cultivador, das condições climáticas locais e dos recursos disponíveis.

Mas, o que exatamente significa cannabis? Conhecida também como cannabis sativa, esta planta multifacetada serve a uma gama de propósitos, desde a produção de medicamentos e alimentos até a fabricação de tecidos, tratamento de diversas condições de saúde físicas e mentais, e o uso recreativo. A cannabis é renomada por sua adaptabilidade extrema às necessidades humanas, consolidando-se como uma cultura milenar e uma das espécies botânicas mais versáteis ao serviço da humanidade.

Se você é um novato na jornada de cultivar cannabis e está buscando guias confiáveis para começar, não precisa mais procurar! Em vez de um PDF, a Comprar Seeds oferece uma introdução abrangente abaixo que cobre tudo o que você precisa saber para cultivar sua própria maconha com sucesso, desde a fase de germinação até a colheita. Esta informação está desenhada para lhe proporcionar um ponto de partida sólido no fascinante mundo do cultivo de cannabis. Continue lendo para mergulhar no processo de cultivo de cannabis e transformar sua curiosidade em conhecimento prático.

1 - Defina um espaço para seu Grow
O Manual de Cultivo de Cannabis detalha a decisão inicial crucial para qualquer grower: optar pelo cultivo indoor (ambiente fechado) ou outdoor (ao ar livre). Esta escolha fundamenta-se nas vantagens e desvantagens específicas de cada método, adaptando-se à realidade e às condições de cada cultivador.

Para aqueles inclinados ao cultivo indoor, preparar-se com equipamentos adequados de iluminação, ventilação e sistemas de exaustão é essencial. Esta modalidade permite um controle preciso sobre o ambiente de cultivo, crucial para o desenvolvimento ótimo da cannabis. Já no cultivo outdoor, o sol assume o papel de fonte de iluminação primária, beneficiando-se de sua disponibilidade e eficácia sem custos. No entanto, cultivar cannabis ao ar livre introduz variáveis como chuva, ventos e flutuações de umidade, que podem impactar o desenvolvimento das plantas.

No contexto brasileiro, o cultivo outdoor em áreas urbanas densamente povoadas ou locais com alta circulação de pessoas não é recomendado. A visibilidade e o risco de detecção nesses ambientes apresentam desafios significativos, exigindo cautela por parte dos cultivadores.

Este manual é um guia abrangente para aqueles que buscam mergulhar no mundo do cultivo de cannabis, oferecendo insights valiosos sobre como navegar nas escolhas e desafios inerentes a esta prática.

Outdoor

Cultivo em exterior

Indoor

Cultivo em interior

Vantagens:
Luz do sol
Sem conta de energia
Plantas maiores
Espaço amplo
Plantas mais resistentes a pragas

Desvantagens:
Demora para florescer
Mais exposto à pragas
Sem controle de temperatura e umidade Sem controle de estado vegetativo
Mais vulnerável à denúncias exposto à chuvas

Vantagens:
Total controle do ambiente
Menor incidência de pragas
Porcentagem maior de THC
Múltiplas colheitas anuais
Maior sigilo

Desvantagens:
Alto custo de energia
Investimento em equipamentos
Espaços limitados
Mais suscetível à spider mites Exige maior atenção

 

 

2 - Garanta a segurança do seu Grow
Inicializar seu projeto de cultivo de cannabis demanda um primeiro passo crucial: a escolha e preparação adequadamente do local para o cultivo. Sob as leis de proibição vigentes no Brasil, cultivadores necessitam adotar estratégias específicas para assegurar a discrição e evitar a atenção indesejada de vizinhos ou autoridades. Este guia é projetado para orientá-lo na preparação de um espaço de cultivo que minimize o risco de detecção, focando no controle dos elementos mais delatores: o odor marcante da cannabis e a necessidade de iluminação intensa e constante.

Para os entusiastas que escolhem o cultivo outdoor, ou seja, ao ar livre, a atenção aos detalhes deve ser ainda maior. É imperativo assegurar que o local selecionado esteja fora do alcance visual e físico de terceiros não autorizados. A discrição é mais do que uma precaução; é a base para o sucesso no cultivo de cannabis em um ambiente regulatório rigoroso como o do Brasil.

Este manual oferece uma visão abrangente sobre como configurar seu espaço de cultivo para maximizar as chances de uma colheita próspera e segura, enfatizando a importância de manter o sigilo como um componente crítico dessa jornada. Seguindo as diretrizes delineadas aqui, você estará bem equipado para iniciar seu cultivo de cannabis com a confiança de que tomou as precauções necessárias para uma operação bem-sucedida e discreta.

Lembre-se: o segredo do sucesso, é o segredo.

Para otimizar o cultivo de cannabis, assegure-se de que seu espaço de cultivo seja completamente selado contra luz, água e odores. O uso de filtros de carvão é essencial para neutralizar o odor característico da cannabis, evitando que se espalhe pela vizinhança. A circulação de ar é também um fator chave, com ventiladores desempenhando um papel crucial na renovação do ar e na manutenção de uma temperatura constante entre 22 e 26ºC. Implementar sistemas de exaustão e refrigeração eficazes é determinante para a saúde e rendimento das plantas.

A transição da cannabis da fase vegetativa para a floração exige períodos ininterruptos de total escuridão, tornando primordial um ambiente completamente isolado de fontes de luz externas. Proteger o grow contra infiltrações de luz não só promove uma floração sem interrupções mas também previne atenção indesejada por conta do brilho do seu cultivo.

Maximizar a refletividade interna é outro aspecto importante para promover o desenvolvimento robusto das plantas; no entanto, a prática comum de revestir as paredes com folhas de alumínio pode não ser a mais eficiente. Paredes pintadas de branco ou revestidas com material refletivo específico para grows são opções mais efetivas, garantindo que as plantas recebam luz abundante e uniforme. Este guia proporciona insights cruciais para quem busca maximizar o potencial do seu cultivo de cannabis através de uma configuração otimizada do espaço de cultivo.

3 - A escolha das Seeds ou Clones
Depois de preparar adequadamente o espaço de cultivo, chega o momento crucial de iniciar o plantio. Os cultivadores têm, basicamente, duas opções para dar início ao cultivo de cannabis: por meio de sementes ou utilizando estáquias (clones). Optar por uma estáquia significa trabalhar com uma réplica exata de uma planta-mãe selecionada por suas características superiores, assegurando a reprodução da planta fêmea sem surpresas.

Por outro lado, as sementes apresentam uma maneira versátil de começar um cultivo. As sementes podem ser armazenadas por longos períodos e plantadas quando mais conveniente. Com a evolução genética, o mercado hoje dispõe de sementes regulares, feminizadas e automáticas. As sementes regulares, resultantes da polinização natural, possuem uma probabilidade igual de desenvolverem plantas macho ou fêmea. Embora haja uma tendência de declínio na preferência por sementes regulares, muitos cultivadores ainda optam por elas, especialmente aqueles interessados em gerar suas próprias sementes ou que não se importam em cultivar plantas macho.

A produção de sementes regulares exige que a planta macho polinize a fêmea, um processo que direciona grande parte da energia da planta fêmea para a geração de sementes, impactando negativamente o rendimento flores. Caso a produção de sementes não seja o objetivo, a recomendação é identificar e remover as plantas macho assim que possível para maximizar a produção das flores femininas.

A escolha entre sementes e estáquias influencia diretamente as etapas seguintes do cultivo, decidindo não apenas o tipo de manutenção necessária, mas também afetando o potencial de produção e qualidade da sua colheita de cannabis.

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4 - Fotoperíodo da Cannabis
O conceito de fotoperíodo, que se refere à alternância entre período de luz e escuro dentro de um dia, é fundamental no cultivo de cannabis, influenciando diretamente suas fases de crescimento e floração. Durante o solstício de verão, com dias mais longos, a cannabis entra na fase vegetativa, dedicando-se ao crescimento. Já no equinócio, quando dia e noite se igualam, típico do outono e da primavera, a planta entra na fase de floração.

Para um cultivo indoor bem-sucedido, o controle do fotoperíodo permite ao cultivador conduzir a planta entre as fases vegetativa e de floração:


- Fase Vegetativa: Para manter a planta em crescimento, deve-se expô-la a pelo menos 18 horas de luz seguidas de 6 horas de escuridão, ou até mesmo 24 horas de luz contínua, imitando as condições de luz do verão.
- Fase de Floração: Para induzir a floração, o esquema de iluminação deve ser ajustado para 12 horas de luz seguidas por 12 horas de escuridão, simulando as condições mais equilibradas do outono.

Alterar o fotoperíodo para 12 horas de luz e 12 horas de escuridão marca o início da floração. O uso de um temporizador é crucial para manter a precisão deste ciclo.

Dica Importante: Sementes automáticas oferecem uma flexibilidade adicional, podendo permanecer sob luz ininterrupta de 24 horas sem afetarem seu ciclo de floração, ideal para aqueles buscando simplificar o manejo de luz em seus cultivos.

Este controle de fotoperíodo é uma técnica essencial para maximizar o rendimento e qualidade em um ambiente de cultivo indoor, permitindo ao cultivador simular as condições ideais para cada etapa do desenvolvimento da cannabis.

 Vegetativo (primavera-verão)

18/6h 

Floração (outono-inverno)

12/12h

 

5 - Iluminação para o seu Cultivo
Lâmpada LED Full Spectrum Cultivo Indoor

Para alcançar excelentes resultados no cultivo de cannabis, a escolha da iluminação é determinante, com a intensidade luminosa sendo diretamente proporcional ao rendimento das plantas. Um ambiente de cultivo ideal requer, no mínimo, 2000 lúmens por pé quadrado. Contudo, para resultados acima da média, recomenda-se uma intensidade de 5.000 lúmens por pé quadrado, enquanto o padrão ideal gira em torno de 7.000 a 7.500 lúmens por pé quadrado.

Ao selecionar lâmpadas, é preciso considerar que, embora algumas possam fornecer uma alta quantidade de lúmens, também podem gerar uma quantidade significativa de calor. Isso pode demandar um sistema de ar-condicionado adicional para manter as condições ótimas de temperatura, visto que altas temperaturas, como 40ºC, podem prejudicar o rendimento da planta, independentemente da potência da lâmpada.

No mercado, existem diversos tipos de lâmpadas apropriadas para o cultivo de cannabis, cada uma com suas características específicas adequadas para diferentes necessidades e cenários de cultivo. A seleção cuidadosa da iluminação não só assegura a eficácia no cultivo como também contribui para a otimização dos recursos, garantindo que o crescimento das plantas seja maximizado sob condições ideais de iluminação e temperatura.

Vantagens:
Lâmpada muito eficiente.
Sistema de alto rendimento.
Equipamento econômico
Desvantagens:
Gera muito calor.
Só funciona em redes 220v
Exige um sistema de refrigeração


A iluminação LED vem conquistando rapidamente a preferência dos cultivadores de cannabis, posicionando-se como uma alternativa promissora frente às opções tradicionais de iluminação. Embora haja certa resistência por parte de alguns cultivadores experientes em adotar a tecnologia LED, um número crescente de growers reconhece os inúmeros benefícios que ela oferece.

Entre as vantagens mais evidentes do uso de LED no cultivo de cannabis estão a eficiência energética e a longevidade, sem mencionar a capacidade de gerar safras abundantes e de alta qualidade. A controvérsia entre os defensores do LED e os adeptos das lâmpadas HPS (High-Pressure Sodium) persiste, contudo, os resultados práticos demonstram que é perfeitamente possível alcançar resultados excepcionais utilizando apenas iluminação LED.

Essa tendência na preferência pela iluminação LED reflete não apenas o reconhecimento de seu potencial para melhorar o rendimento dos cultivos, mas também uma crescente conscientização sobre a importância da sustentabilidade e economia no processo de cultivo de cannabis.

Vantagens:
Esquenta pouco
Funciona com 110v
Vida útll maior que as HPS
Desvantagens:
Alto investimento
Necessidade de paineis grandes para obter bons resultados.

 

Para cultivadores que buscam uma solução econômica durante a fase inicial de crescimento de sementes e estacas, as lâmpadas fluorescentes apresentam-se como uma escolha adequada. Seu uso é comum na etapa vegetativa da planta, principalmente pelo seu custo mais acessível em comparação com opções de alta intensidade.

Embora o crescimento das plantas sob iluminação fluorescente possa não alcançar o vigor observado com lâmpadas de alta intensidade, o cultivo integral com fluorescentes é totalmente viável. O espectro azul mais intenso dessas lâmpadas pode, de fato, apoiar o desenvolvimento vegetativo. Assim, apesar de possuírem um rendimento inferior, as lâmpadas fluorescentes oferecem uma alternativa eficaz para quem procura minimizar custos sem abandonar completamente a qualidade no cultivo de cannabis.

Vantagens:
Não esquenta
São econômicas
Funciona em 110v
Desvantagens:
Baixa produtividade
Necessário instalar várias lâmpadas


Priorizar a segurança na instalação elétrica do seu espaço de cultivo é fundamental para evitar riscos de incêndio. É imprescindível verificar se o quadro de energia suporta a carga exigida pelas lâmpadas usadas no cultivo. Contratar um eletricista qualificado para instalar e verificar todo o sistema elétrico é um passo crucial.

A estratégia mais comum entre cultivadores é iniciar o cultivo sob lâmpadas fluorescentes, até que as plantas atinjam de 5 a 7 centímetros de altura. Após esse período inicial, o indicado é transferir as plantas para um ambiente iluminado por lâmpadas HQI ou HPS, adequando-se às necessidades específicas do seu cultivo. Ajustar a iluminação conforme o desenvolvimento das plantas é essencial para assegurar seu crescimento ótimo.

6 - Substratos para Cultivo de Cannabis
A seleção do solo é um aspecto crítico que influencia diretamente o sucesso do cultivo de cannabis, merecendo atenção detalhada por parte dos cultivadores, especialmente os iniciantes. Ignorar a importância do solo pode prejudicar significativamente o desenvolvimento da planta. A utilização de terra pré-adubada, comum em lojas de jardinagem, não é recomendada para o cultivo de cannabis. Em vez disso, a recomendação é optar por substratos inertes — que são livres de nutrientes — e adicionar fertilizantes específicos para cannabis. Essa abordagem permite um controle preciso sobre os nutrientes que a planta recebe, adequando a alimentação para cada etapa do seu crescimento.

Além da escolha do substrato, é essencial garantir que o solo esteja bem aerado para permitir a adequada oxigenação das raízes. Solos compactados devem ser evitados a todo custo, pois além de dificultarem o crescimento radicular, comprometem a drenagem de água, o que pode levar ao apodrecimento das raízes. Entre os substratos inertes mais populares no cultivo de cannabis estão a turfa, perlita, fibra de coco e pó de coco. Alguns cultivadores optam por enriquecer o solo com aditivos orgânicos como húmus de minhoca, torta de mamona e farinha de osso para manter o solo levemente nutritivo nas fases iniciais de crescimento da planta.

Lembrando sempre: um solo ideal para o cultivo de cannabis deve ser leve, aerado e possuir eficiente drenagem de água.

7 - Água e Rega no seu Cultivo
Um desafio frequente para cultivadores iniciantes é equilibrar a quantidade de água para as suas plantas, muitas vezes resultando em rega excessiva, um problema conhecido como "overwatering", que pode enfraquecer significativamente a planta. A super-rega impede a troca adequada de gases e a absorção de nutrientes essenciais, comprometendo a saúde da planta. É crucial diferenciar entre os sinais de falta e excesso de água para evitar danos.

Um indicativo claro de overwatering é a presença de folhas murchas que persistem mesmo após uma recente rega. Diferentemente do que muitos podem pensar, isto não sinaliza a necessidade de mais água, mas sim o contrário. Além disso, folhas que apresentam uma coloração amarelada ou verde-claro podem também sugerir que a planta está sendo regada além do necessário.

Entender e identificar esses sinais é fundamental para garantir um desenvolvimento saudável das plantas, evitando o comum equívoco de regar em excesso na tentativa de promover crescimento.


A formulação da estratégia perfeita de rega para suas plantas envolve considerar variáveis como o tamanho da planta, o volume do vaso, o tipo de substrato utilizado e as condições ambientais específicas. Um ciclo ocasional de solo seco pode beneficiar o desenvolvimento da planta, enquanto a ausência prolongada de água pode prejudicar seu crescimento. Portanto, encontrar o equilíbrio certo de rega é vital, embora não exista uma regra fixa, dependendo largamente da percepção e habilidade do cultivador.

Durante a rega, a absorção de nutrientes pela planta é influenciada pelo pH da água, destacando a importância de manter níveis adequados. Um pH ótimo, situado entre 5,8 e 6,8, facilita a absorção equilibrada de todos os nutrientes necessários para um crescimento saudável. Este ajuste do pH é crucial para maximizar a eficácia da rega e apoiar o desenvolvimento ótimo da planta.

8 - Fertilizantes, Nutrientes e Alimentação
Para prosperar desde a fase vegetativa até a floração, a cannabis demanda uma diversidade de nutrientes, atuando como verdadeiro alimento para a planta. Os macronutrientes principais, nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), são cruciais e consumidos em grandes quantidades. Frequentemente referenciados nas embalagens de fertilizantes pela sequência N-P-K, estes elementos são a base da nutrição da cannabis. Contudo, para um desenvolvimento completo, a planta também necessita de macronutrientes secundários como magnésio (Mg), enxofre (S) e cálcio (Ca), além de uma série de micronutrientes essenciais.

Durante o estágio vegetativo, o consumo de nitrogênio (N) é intensificado, enquanto a fase de floração exige um aumento na ingestão de potássio (K). Um fertilizante com NPK de 20-10-10 pode ser adequado para o crescimento, mas para a floração, uma fórmula de NPK 5-20-10 é recomendada. No entanto, é vital evitar o "overfert," um erro comum entre cultivadores iniciantes que pode prejudicar seriamente as plantas. Sinais de excesso de adubo incluem secagem, manchas e curvatura nas pontas das folhas.

Além dos fertilizantes comerciais disponíveis, a criação de compostagem caseira a partir de resíduos vegetais e orgânicos oferece uma alternativa valiosa. Embora mais trabalhosa, essa abordagem pode enriquecer a cannabis com sabores e aromas mais intensos, conforme relatado por muitos growers experientes.

9- Temperatura e umidade
Para maximizar o crescimento e a produção de buds de qualidade, manter as condições ambientais ideais para a cannabis é essencial. A faixa de temperatura perfeita para o cultivo situa-se entre 22 e 26ºC, com uma umidade relativa do ar aproximada de 50%. O uso de lâmpadas de alta pressão no cultivo indoor pode gerar calor excessivo, exigindo a implementação de um sistema de refrigeração eficaz.

Temperaturas acima de 29ºC resultam em um aumento no consumo de energia pela planta para processos de transpiração e dissipação de calor, comprometendo o crescimento e reduzindo a produção de buds. Em regiões do Brasil onde as temperaturas podem ultrapassar os 40ºC, como em algumas áreas do Norte e Nordeste, o uso de ar-condicionado torna-se crucial para proteger as plantas do calor extremo.

Por outro lado, no Sul do país ou em regiões de maior altitude, onde o clima é mais frio, as baixas temperaturas podem retardar o desenvolvimento da planta e até enfraquecê-la. Vale ressaltar que a temperatura ambiente tem um impacto significativo na umidade relativa do ar, com temperaturas mais altas reduzindo a umidade e vice-versa.

Durante a fase vegetativa, a umidade pode ser mantida até 70%, enquanto na fase de floração, recomenda-se ajustar a umidade para cerca de 40 a 50% a fim de prevenir o mofo nos buds. Manter esses parâmetros ajustados é vital para assegurar um cultivo saudável e produtivo de cannabis.

10 - Floração da Cannabis
Ao implementar um ciclo de fotoperíodo de 12 horas de luz seguido por 12 horas de escuridão, a cannabis inicia a produção de um hormônio específico, o phytochrome, redirecionando sua energia para a fase de floração. É nesse estágio crítico que a planta revela seu sexo, um aspecto fundamental para cultivadores visando otimizar a produção de flores.

As plantas femininas desenvolvem pistilos e cálices pequenos nos pontos onde os caules se encontram, diferentemente das masculinas, que formam sacos semelhantes a pequenas esferas. Estes são os indícios das pré-flores, que surgem nas primeiras semanas da fase de floração. Identificar o sexo da planta a partir da semente, no entanto, não é possível, destacando a relevância deste momento para a gestão do cultivo.

Plantas masculinas, ao produzirem pólen e sementes, podem, involuntariamente, polinizar as femininas próximas, resultando na produção de sementes regulares. Tal evento desvia consideravelmente a energia da planta feminina para a geração de sementes, deteriorando significativamente o rendimento das flores e a produção de resina. Portanto, para cultivadores focados na obtenção máxima de flores de alta qualidade, a remoção das plantas masculinas torna-se um procedimento recomendado.

Por fim, a duração média da fase de floração varia entre 7 a 9 semanas, embora linhagens predominantemente Sativa possam exigir um período prolongado para completar este ciclo. Compreender essas nuances e regular adequadamente o fotoperíodo pode influenciar diretamente na qualidade e quantidade da colheita de cannabis.

Vejamos:

Introdução às Fases Iniciais da Floração
Nas iniciais duas semanas de floração, é crucial a atenção aos requisitos especiais da sua planta. Substitua os nutrientes voltados para a fase vegetativa por aqueles específicos para a floração, garantindo o desenvolvimento ótimo dos buds.

Já na segunda semana, a formação de botões se torna evidente, com pistilos brancos emergindo dos caules, indicativo de que sua planta é do sexo feminino.

Progresso Durante a Terceira e Quarta Semanas
Ao chegar na terceira semana, espera-se que a planta tenha crescido de 25 a 50% em tamanho desde o início da floração. É o momento em que tricomas e glândulas de resina começam a se fazer presentes, antecipando a qualidade promissora da colheita. O crescimento vegetativo cessa, permitindo que a planta direcione sua energia exclusivamente para desenvolver densas e ricas flores. A fragrância torna-se mais distinta na quarta semana devido ao aumento na produção de tricomas.

Desenvolvimento nas Quintas e Sextas Semanas
Neste estágio, as flores existentes se tornam notavelmente mais densas e novas flores continuam a surgir por toda a planta. A mudança da cor dos pistilos para um tom mais avermelhado, junto aos tricomas se tornando opacos, sinaliza a maturação avançada.

Fase Final: Sétima à Nona Semana
Durante a sétima à nona semana, é aconselhável cessar a adubação, limitando-se à rega somente com água. Conforme a variedade específica da sua planta, este período inclui a fase final de amadurecimento. O aroma intenso que exala da planta nesse estágio é um lembrete da necessidade de medidas preventivas para discrição.

Esta visão geral propõe um acompanhamento detalhado da sua planta de cannabis ao longo das fases de sua floração, assegurando um cuidado adequado em cada etapa para uma colheita bem-sucedida.

11 - Colheita e Secagem da Cannabis

Agora é hora de pegar uma lupa e observar atentamente: se os pistilos estão naquele tom avermelhado característico e os tricomas têm a aparência opaca ou âmbar, sua planta atingiu o ponto ideal para a colheita. Proceda com o corte dos galhos floridos, fazendo uma limpeza cuidadosa para remover o excesso de folhas. Para uma secagem eficaz, os buds precisam ficar em um local escuro, arejado e com umidade controlada durante duas semanas. Finalizada a secagem, acomode as flores em um recipiente de vidro, armazenando em um lugar fresco e sem luz.

A impaciência pode levar alguns cultivadores a antecipar a colheita, prejudicando significativamente a qualidade final. A escolha do momento certo para colher é tão crucial quanto todo o esforço dedicado ao cultivo. Colher prematuramente pode resultar em uma perda considerável de potência e produtividade da planta.

É importante reconhecer que diferentes variedades podem exibir sinais distintos ao se aproximarem da maturidade ideal para colheita. Algumas podem manter os pistilos brancos, mesmo prontas para serem colhidas. Trocar experiências com um cultivador que já trabalhou com a mesma variedade pode oferecer insights valiosos e garantir o sucesso do seu esforço.

 

Glossário

Breeder: Cultivador que cria suas próprias sementes.
Bud: A for da maconha.
Cultivo Indoor: Cultivo dentro de um ambiente fechado.
Cultivo Outdoor: Cultivo em um ambiente aberto, exposto à natureza e à luz do sol.
Clone: O mesmo que Estáquia.
Estáquia: Muda retirada da planta a fim de criar uma nova planta.
Grow: Espaço do cultivo.
Grower: Cultivador, jardineiro.
Growshops: Loja de produtos para cultivo de cannabis.
Headshop: Loja de produtos e utensílios para o consumo de cannabis.
Inerte: Que não contém nutrientes.
Orgânico: material de origem animal ou vegetal, que não contém substâncias químicas ou minerais.
Overfert: Excesso de adubo, que causa danos graves à planta.
Overwater: Excesso de água, quando a planta está afogada.
Pistilos: Cabelos brancos que a planta fêmea produz durante a fase de floração.
Spider Mite: Uma praga comum em cultivos indoor. Trata-se de uma aranha minúscula que geralmente fica na parte inferior das folhas e suga sua seiva. O ácaro vermelho.
Tricoma: Resina produzida pela cannabis durante a foração, pequenos cristais que se formam em volta da flor.


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